Aos Navegantes:

Sabotador de Satélite é: Música Política Cultura & Nhe Nhe Nhem!
Deixo bem claro que não sou Hospedeiro - nessa página não há nada fora dos conformes, a princípio; só os links de acesso aos materiais indicados - sou apenas um Parasita. Olhem, bebam, desfrutem, rechacem!
(No más, a coisa ainda tá em construção...)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

PELA VIDA, PELA PAZ/ TORTURA NUNCA MAIS


Sugestão de vídeo no youtube: (Bem bacana vale a pena conferir)




O vídeo DITADURA, NUNCA MAIS é um panfletão eletrônico de 5 minutos. A sua construção observou três eixos:

1- A memória da Ditadura Militar no Brasil
2- A necessidade de se manter uma constante vigilância para se garantir a liberdade e a democracia
3- Mostrar que a luta continua:

PELA CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA:

- Abertura de todos os arquivos da repressão
- Responsabilização dos torturadores e assassinos da ditadura
- Instalação de uma Comissão da Verdade e da Justiça
- Pela descriminalização dos movimentos sociais

CONTRA A EXCLUSÃO SOCIAL:

- Por Justiça e pelo pão
- Pela Reforma Agrária
- Por saúde e educação


*****************************************

Letra, música, interpretação e roteiro - NARCISO PIRES
Arranjo - Ederson Renaud
Direção de vídeo - Luiz Gaparovic

Narciso Pires é Presidente do Grupo Tortura Nunca mais - Paraná.
****************************************
Visitem o site:

Revista Caros Amigos – Ed. 146 - Maio 2009


Caros Amigos - Depressão na Sociedade do Vazio - Entrevista com a Psicanalista Maria Rita Kehl.
E mais...


Marilene Felinto rende homenagem à amiga querida Thaís S. Pereira.

Glauco Mattoso Porca Miséria.

Georges Bourdoukan considera legítima a resistência contra o Estado de Israel.

José Arbex Jr. fala do golpe da oligarquia Sarney contra Jackson Lago.

Gilberto Vasconcell os recorre a Darcy Ribeiro para interpretar Obama.

Marcos Bagno Falar Brasileiro.

Ferréz retrata o agito na favela para a instalação dos relógios de luz.

Renato Pompeu e suas Memórias de Um Jornalista Não-Investigativo.

João Pedro Stedile insiste que a crise é estrutural e precisa ser debatida.

Tatiana Merlino Por que a Justiça não consegue punir os ricos e poderosos.

Eduardo Suplicy recorre ao filósofo Philipp e Van Parijs para defender a renda.

A na Miranda comenta ensaio de Viveiros de Castro sobre a alm a indígena.

Hamilton Octavio de Souza, Entrelinhas.

Cesar Cardoso disseca os valores e a realidade da sociedade de consumo.

Entrevista com Brizola Neto A luta para regular o nióbio nacional.

Frei Betto critica a cegueira do G-20 no trato com a miséria.

Gershon Knispel lembra os monumentos dedicados às vítimas das guerras.

Fidel Castro pede a Barack Obama medidas para a suspensão do bloqueio.

MC Leonardo desvenda a ligação do jogador Adriano com a favela.

Ulisses Tavares acha que casamento é uma coisa e amor é outro troço.

Guilherme Scalzilli denuncia o cartel que extermina o futebol brasileiro.

Marcelo Salles Prefeitura aumenta a repressão aos pobres no Rio de Janeiro.

Plínio Teodoro A mídia grande abafou o caso da Camargo Corrêa.

Carolina Rossetti e Felipe Larsen Cultura debate Lei Rouanet e Profic.

Entrevista com José Padilha “Garapa” relata a fome por quem passa fome.

Emir Sader defende propostas concretas de substituição do modelo neoliberal.

Renato Pompeu, Idéias de Botequim.


Servidor: EasyShare

Idioma: Português

Tamanho: 7 mb

Formato: .Rar


quinta-feira, 7 de maio de 2009

A gripe dos porcos e a mentira dos homens


Mauro Santayana

O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente.
Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.
O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco.
Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.
As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada "ação social". Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.
O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.


JORNAL DO BRASIL Sexta-feira, 01 de Maio de 2009 - 00:00

sábado, 21 de março de 2009

QUE DIABO É SAMBA PUNK?


‘Never Mind the Bossa Nova’ é o primeiro disco da banda escocesa, Bloco Vomit, que faz uma inusitada mistura de punk-rock com Samba. Essa mistura virou samba-punk, a melhor forma de traduzir o estilo do grupo.


A banda é formada por Hanley Hamlet Crouch nos vocais e guitarra, Jal Frezi no trumpete, surdo e vocal, Lady Lovelace no saxofone, surdo, tamborim e vocal, Cherry Parsnip tocando caixa e vocal, Carlos ‘o Chacal’ no repenique, cowbell, tamborim e vocal, e no backing vocals e também surdo, repinique, chocalho e cowbell a galera Mister E. Beat, Miss Construed, Zen O´Phobia, Annie Climax, Agent Orange e Mo Guarana, sem falar em The Chocolate Kama Sutra com as marionetes e o ganzá.


Isso aí ta parecendo uma bateria de escola de samba? Mas é exatamente essa idéia do que é samba-punk. O som é um punk-rock com uma bateria de escola de samba, e um trumpete e saxofone pra acrescentar mais ainda no caldeirão, dando uma mistura de ska na receita.


O resultado é muito bom e o disco de estréia tem ótimo momentos, destaque para a versão de ‘Should I stay or should I go’ do Clash. Pode-se notar a clara influência do maracatu na levada dessa galera.

A banda lançou outros dois discos, ‘Play This ya Bastard!’ e ‘.vom’.


*
Abaixar



1. Do they owe us a living

2. Jilted John

3. Teenage kicks

4. Police and thieves

5. Pretty vacant

6. Metal postcard (Mitageisen)

7. Oh bondage, up yours!

8. Love lies limp

9. Gambinda nova

10. Should I stay or should I go?

11. Roadrunner

12. D.T's in droichead



Tudo isso e muito mais vc encontra no blogui do EU OVO: http://euovo.blogspot.com/




domingo, 8 de março de 2009

8 de Março: a mulher e os dogmas católicos


Garota de 9 anos foi violentada pelo padrasto que confessou o abuso. Ele seria o pai dos gêmeos que ela esperava. Foi confirmado pelos médicos que a atenderam que havia risco de morte caso a gravidez continuasse ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar. Assim que foi internada em uma maternidade pública do Recife, a menina começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez. O aborto se consumou.


*Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada da Igreja Católica. Assim que se confirmou o aborto, o arcebispo da cidade de Olinda e Recife, um integrante da ala conservadora da Igreja, excomungou a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto.


*O Vaticano apoiou decisão do arcebispo. Segundo o Conselho de Família da Igreja Católica, os médicos responsáveis pelo aborto legal na menina de 9 anos grávida de gêmeos fizeram uma escolha de morte. Apesar disso, o padrasto que violentou a criança não foi excomungado, porque a Igreja considera o estupro um pecado menos grave que o aborto.


*É justo questionar dogmas católicos


A Igreja Católica é composta por homens e mulheres de carne e osso. Como toda instituição viva, seus dogmas merecem contestação de quem pertence aos seus quadros, de quem já pertenceu e de que não pertence. Os de fora têm o direito de opinar sobre as decisões de uma instituição poderosa e que influencia o debate público no mundo inteiro. No Brasil, há separação entre Estado e igreja. Apesar disso, os religiosos se julgam no direito de criticar decisões legais, como o aborto de uma criança de 9 anos que foi estuprada. Ora, se podem meter o bedelho nas regras do Estado laico e democrático, podem também ouvir críticas aos seus dogmas.


*Nesse contexto, é absurda a excomunhão dos médicos e da mãe da menina estuprada pelo padrasto. Pior, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, disse que aborto é pior do que estupro. Os idiotas da subjetividade vão dizer que é assunto da Igreja Católica e ponto final. No direito canônico, o aborto é mais grave que o estupro. Quem é católico que se acomode, e os incomodados que se retirem. Esse discurso serve a um conservadorismo anacrônico que afasta cada vez mais a Igreja Católica do cotidiano de seus seguidores. É um erro considerar um meio católico ou um mau católico quem apoia a decisão de abortar nas circunstâncias em que se encontrava a menina de 9 anos. Ela pesa 30 quilos. Sua gravidez poderia matá-la. A lei brasileira permite aborto em caso de estupro e quando a vida da gestante está em risco.


*Há outro agravante: a menina é de uma região pobre do Nordeste, na qual o peso dos valores religiosos é maior do que em outras partes do Brasil. Uma condenação da Igreja Católica soa a uma espécie de sentença de morte religiosa. É uma pena que a Igreja Católica tenha abandonado a opção preferencial pelos pobres. O homem que deu início à caminhada dessa instituição milenar teria reparos a fazer à turma de Bento 16. (por Kennedy Alencar, jornalista e colunista da Folha Online)


*A briga é meio perdida, mas é preciso discutir a ampliação do direito ao aborto num país em que isso é questão de saúde pública. A mulher deve ter o direito de decisão. Legalizar mais amplamente o aborto, com limite até determinado tempo de gestação, não vai obrigar ninguém a tirar filho da barriga.


*Em apoio á equipe de médicos que salvou a vida da menina assine este manifesto que está na página da Comissão de Cidadania e Reprodução.

Do Blogui: FAZENDO ESTRELAS – http://fazendoestrelas.blogspot.com/

domingo, 1 de março de 2009

TRIO CLASSE A : Lágrimas De Uma Sanfona - 2007


Depois de um triste e lento carnaval sugiro arrasta os pés com um forró raiz, ou como dizem lá no norte, um forrozinho pé-de-serra.


Abaixem tudo, quebrem tudo e dobrem as cadeiras requebrando o armário.


Aqui vai a letra de quem é o Trio Classe A:


Produzido pelo sanfoneiro Douglas Marcolino, o Cd foi gravado e lançado em 2007. Na época, o Trio Classe era formado por Luiz Feijoli na voz e triângulo, Rodrigo Donato na zabumba, Eduardo Pontes no baixo e o próprio Douglas na sanfona.


No repertório, composições de Tião Marcolino (pai do Douglas), Xico Bezerra, Luiz Feijoli, Targino Gondim, do nosso saudoso Lagartixa e a música que dá título ao cd de Dió de Araújo.


Bom proveito !


Clique aqui para Baixar

Dois lugares da peste, visitem:

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

NOTA DE UMA CARNAVALESCA IJUIENSE


Quero compartilhar com os amigos e companheiros a minha alegria – minha extasiante euforia, depois de um super-divertido-animado carnaval em Ijuí. Na verdade, quero compartilhar a minha alegria carnavalesca e cultural, depois dos últimos 15 anos.
Vamos nos deter brevemente na madrugada de domingo para segunda (22 para 23 de fevereiro de 2009). Eram 2 da madrugada. Eu e mais cinco amigas nos deleitávamos com polares e skols (eu, apenas na pepsi). Fora do bar rolavam os fenos... sim... fenos, como numa cidade fantasma do velho oeste em que o vento passeia, embala fenos... E..., claro, os mocinhos xerifes do condado, também “passeavam” com suas viaturas à tudo vigiar e, se preciso, punir (como na lógica Foulcoutiana). Era uma alegria só! A TV ligada dentro do bar nos animava com o desfile das escolas de samba do RJ. Uma folia só – na TV. Como já disse, éramos seis em nossa mesa e... mais dois convivas numa mesa ao lado. A madrugada prometia... nem sabíamos o que fazer primeiro com tantas opções de festa e diversão... Ir para Ajuricaba ou ir para o Aruba? Ou continuarmos a folia em nossa mesa, assistindo ao desfile do RJ pela TV...
Bem... Ficamos com a última opção, pois, pensamos, ser a mais completa e sensata. Tudo ia as mil maravilhas... a chuvinha, a TV, as cevas, a conversa... Oh, puxa! Que maravilha! Lá pelas tantas uma de nossas convivas resolveu puxar uma cantoria...Pronto! A festa estava completa! Cantávamos fazendo uma “batucada” clássica de um sambinha do Gonzaguinha: “O que é, o que é, diga lá meu irmão...”, “Eu fico com a pureza das respostas das crianças... é a vida... é bonita... e é bonita... Viveeerrr e não ter a vergonha de ser feliz.... cantar e canttaaaarrr e cantaaaarrr ....”
Logo, o garçom aproxima-se e, com uma cara de assustado, nos avisa: “Olha, já ligaram duas vezes aqui pro bar, reclamando do barulho... Se vocês não baixarem o volume, vou pedir para retirarem-se!” .... ....
– “Mas moço, é carnaval...!”
– “Mas, senhoras, isso não interessa... É que tem a Lei do Silêncio!”
Bem... A noite carnavalesca que já estava tão perfeita, acabou por alcançar o Nirvana. Nos levantamos, espraguejamos o poder público, poder antipúblico, despúblico, pagamos a conta e fomos embora... em completo silêncio de carnaval!! Desblocadas, descarnavaladas, desfelizes!!
Ijuí é a cidade da moral e dos bons costumes! Toda e qualquer “lei” que sirva para oprimir, moralizar e calar será sempre bem vinda. Sabemos que a tal lei do silêncio existe em tantos outros lugares, mas temos certeza de que em Ijuí ela “casou” como uma luva! Combina perfeitamente com o pensamento integralista, nazista de nossos mandachuvas e comunidade. Queremos lembrar aqui, que a cidade de Ijuí foi um forte núcleo do movimento integralista e nazista dos anos 30. Sem dúvida, carregamos esses germes ideológicos. Muito do que aqui acontece pode ser explicado, se investigarmos antropologicamente a história da nossa cidade. Mas deixo isso a cargo de nossos historiadores, de espíritos curiosos e afins...
ATÉ A PRÓXIMA FOLIA!