Aos Navegantes:

Sabotador de Satélite é: Música Política Cultura & Nhe Nhe Nhem!
Deixo bem claro que não sou Hospedeiro - nessa página não há nada fora dos conformes, a princípio; só os links de acesso aos materiais indicados - sou apenas um Parasita. Olhem, bebam, desfrutem, rechacem!
(No más, a coisa ainda tá em construção...)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Terrorismo Poético

DANÇAR BIZARRAMENTE A NOITE INTEIRA em caixas eletrônicos de bancos. Apresentações pirotécnicas não autorizadas. Land-art*, peças de argila que sugerem estranhos artefatos alienígenas espalhados em parques estaduais. Arrombe apartamentos, mas, em vez de roubar, deixe objetos Poético-terroristas. Seqüestre alguém & o faça feliz. Escolha alguém ao acaso & o convença de que é herdeiro de uma enorme, inútil e impressionante fortuna - digamos, cinco mil quilômetros quadrados na Antártica, um velho elefante de circo, um orfanato em Bombaim ou uma coleção de manuscritos de alquimia. Mais tarde, essa pessoa perceberá que por alguns momentos acreditou em algo extraordinário & talvez se sinta motivada a procurar um modo mais interessante de existência.
Coloque placas de bronze comemorativas nos lugares (públicos ou privados) onde você teve uma revelação ou viveu uma experiência sexual particularmente inesquecível etc.
Fique nu para simbolizar algo.
Organize uma greve na escola ou trabalho em protesto por eles não satisfazerem a sua necessidade de indolência & beleza espiritual.
A arte do grafite emprestou alguma graça aos horríveis vagões de metrô & sóbrios monumentos públicos - a arte - TP também pode ser criada para lugares públicos: poemas rabiscados nos lavabos dos tribunais, pequenos fetiches abandonados em parques & restaurantes, arte-xerox sob o limpador de pára-brisas de carros estacionados, slogans escritos com letras gigantes nas paredes de playgrounds, cartas anônimas enviadas a destinatários previamente eleitos ou escolhidos ao acaso (fraude postal), transmissões de rádio pirata, cimento fresco...
A reação do público ou o choque-estético produzido pelo TP tem que ser uma emoção pelo menos tão forte quanto o terror - profunda repugnância, tesão sexual, temor supersticioso, súbitas revelações intuitivas, angústia dadaísta - não importa se o TP é dirigido a apenas uma pessoa ou várias pessoas, se é "assinado" ou anônimo: se não mudar a vida de alguém (além da do artista), ele falhou.
O TP é um ato num Teatro da Crueldade sem palco, sem fileiras de poltronas, sem ingressos ou paredes. Para que funcione, o TP deve afastar-se de forma categórica de todas as estruturas tradicionais para o consumo de arte (galerias, publicações, mídia). Mesmo as táticas de guerrilha Situacionista do teatro de rua talvez tenham agora se tornado muito conhecidas & previsíveis.
Uma requintada sedução levada adiante não apenas pela satisfação mútua, mas também como um ato consciente por uma vida deliberadamente mais bela - deve ser o TP definitivo. O Terrorista Poético comporta-se como um trapaceiro barato cuja meta não é dinheiro, mas MUDANÇA.
Não faça TP para outros artistas, faça-o para pessoas que não perceberão (pelo menos por alguns momentos) que o que você fez é arte. Evite categorias artísticas reconhecíveis, evite a política, não fique por perto para discutir, não seja sentimental; seja impiedoso, corra riscos, vandalize apenas o que precisa ser desfigurado, faça algo que as crianças lembrarão pelo resto da vida — mas só seja espontâneo quando a Musa do TP o tenha possuído.
Fantasie-se. Deixe um nome falso. Seja lendário. O melhor TP é contra a lei, mas não seja pego. Arte como crime; crime como arte.
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* Tipo de arte que usa a paisagem, normalmente natural, como objeto artístico, sendo a própria natureza (e seus fenômenos, chuva, vnto, etc.) elementos constitutivos da obra.
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(Arquivo Rizoma)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

DO AMOR VEM A PAZ : O PODER DA AUTOGRATIFICAÇÃO SEXUAL


Masturbate for Peace:

Entramos numa época de guerras e rumores de guerras. Ameaças de terrorismo e destruição em massa têm enchido de medo o mundo e nos levado perigosamente perto de um conflito mundial. Não há maior antídoto para a guerra que o amor. Sentimentos de raiva e desconfiança formam a base da confrontação armada. Troque estes sentimentos negativos por amor e você estará a meio caminho da resolução de qualquer conflito. No entanto, qualquer amor real deve começar de dentro para fora. Não se pode amar os outros sem primeiro amar-se a si mesmo. E, é claro, a masturbação é a maior expressão do amor próprio. Logo, é natural que nós, cidadãos do mundo, estejamos nos engajando em se masturbar pela paz. Na medida em que começamos este ato de amor próprio, encorajamos os outros a fazerem o mesmo, para ter prazer na vida e compartilhar a energia positiva da masturbação em um mundo que dela necessita.
Tradução de Ricardo Rosas
Fonte: Masturbate for Peace

Ijuí e o conservadorismo

Jovens Integralistas - Ijuí 1937

Os alemães de Ijuí e Nova Württemberg (RS) comemoram a ascenção da Alemanha ao nazismo em 1933.
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Porque será que Ijuí é uma cidade tão conservadora?

A ideologia Nazista confunde-se com a ideologia Nacionalista de Vargas. Em Ijuí os varguistas foram e são os herdeiros do nazismo tupiniquim. Da estranha mescla nasceu o moralismo e conservadorismo ijuiense. É uma cidade de estranhos hábitos... forte preconceito e de uma religiosidade... Tá certo, isso não comprova nada, nem nos esclarece certos mistérios, porque nem de perto estou a construir argumentos, mas quero pensar e quero que pensem. Porque será que Ijuí tem hábitos tão conservadores? Somos tão diferentes de nossos vizinhos santoangelenses e cruzaltenses.... porque porque porque? Conflui um monte de gente nessa cidade e ela não se desenvolve, parece estar sempre atada, então, quem está prendendo Ijuí.? O novo o diferente o precursor são coisas assustadoras para os ijuienses. O que acontece? Bem, ainda voltarei a escrever sobre o assunto.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

EZLN - El Fuego y la Palabra (2004)


Hoje pra download a coletânea da EZLN, Exército Zapatista de Libertação Nacional. Mais sobre a EZLN aqui. Entre agora também no site oficial da EZLN.Música rebelde pra todos! Vários artistas que são pró a causa zapatista se reuniram pra gravar esta coletânea, dividida em quatro discos. Os estilos variam mas basicamente você vai escutar a sonoridade da América Latina.

Particularmente o Vol. 2 Palabra é uma pérola. Lindas músicas, belíssimas letras, sonoridade insurgente. Fiquei em transe. No Vol. 3 a sonzera da Panteon Rococó com a música Marcos Hall. Revolução na veia!


"Para todos todo, para nosotros nada!"

EZLN - El Fuego y la Palabra (2004)





PS: Só espero que os links não estejam quebrados.

A fonte é do blog Vira Lata Discos, vai lá tb, tem muita coisa boa. Vamos virar as latas “discos livres porque cultura não é mercadoria.”

http://viralatadiscos.blogspot.com/

Marcos em suas próprias palavras

O subcomandante Marcos, líder e porta voz oficial das forças Zapatistas, quando questionado sobre quem é ele, realmente, respondeu da seguinte forma:

"Marcos é gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista na Espanha, palestiniano em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, rockero na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México." Enfim, Marcos é um ser humano qualquer neste mundo. Marcos é todas as minorias intoleradas, oprimidas, resistindo, exploradas, dizendo ¡Ya basta! Todas as minorias na hora de falar e maiorias na hora de se calar e agüentar. Todos os intolerados buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este é Marcos."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

VIVÊNCIA NA REALIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - Ijuí


O Grupo de Estudos em Saúde Coletiva – GESC está realizando no período de 07 a 18 de janeiro de 2009 Vivências na realidade do Sistema Único de Saúde no município de Ijuí – RS, em parceria com a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) e Diretório Central dos Estudantes (DCE), com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Ijuí, Coordenadoria Regional de Saúde, Conselho Municipal (COMUS) e Regional (CRS) da 17 região de saúde.
Trata-se de certa forma, da reedição de estágios de vivências no SUS, recolocando a metodologia de compreensão e problematização do cenário sanitário. Sendo assim, objetiva problematizar o controle social, a formação, a gestão e a atenção em saúde, nos saberes e práticas e da produção de autonomia e incentivo ao protagonismo estudantil como agentes de mudança no campo da saúde e social em consonância aos princípios e diretrizes do SUS.
Estão participando desta Vivência 21 estudantes da área da saúde e afins da Unijuí, Ufpel, Unisinos, Unisc, Uri Santiago e Ufrgs. O mesmo é organizado por estudantes para estudantes, coordenado pela Comissão de Organização e Apoio, composta por Elton Dari Cossetin dos Santos, Franciane Scheren e Liamara Denise Ubessi, e conta com três facilitadores - um da área de Educação Física e Nutrição, um da Psicologia e outro da Biologia, envolvidos com o movimento estudantil na área da saúde e afins e práticas de educação popular em saúde.
A metodologia utilizada consiste de imersão na rede de atenção a saúde, entendendo-a de forma ampliada, não só como a articulação dos serviços, mas destes na relação com a rede e movimentos sociais. As atividades, até o presente momento, consistiram de muitas rodas de estudo e debates sobre a organização e funcionamento do SUS, roda de conversas sobre o movimento da Reforma Sanitária, políticas públicas, controle e participação social, saúde indígena, contando com a participação de Teresinha Heck Weiller, docente do Departamento de Ciências da Saúde da Unijuí, Liane Beatriz Righi, docente da Universidade Federal de Pelotas, Sr. Moacir Deves presidente do Conselho Municipal e Regional de Saúde, Lucia Otonelli Crescente, tutora do Humaniza SUS e Véra Guidolin da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde, Eronita Vargas Barcelos, docente do Departamento de Pedagogia da Unijuí, Ieda Zimmermann e Jorge Alexandre Silva da Incubadora Solidária e Desenvolvimento Sustentável da Unijuí.
Os participantes foram a campo na Coordenadoria Regional de Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde do Thomé de Souza e Luiz Fogliato no município de Ijuí, área indígena Três Soitas no Barra do Guarita, município de Tenente Portela –RS. No dia 13 de janeiro de 2009, os participantes da Vivência conheceram como se organiza o sistema de saúde no município de Pejuçara/RS e de como este opera com os dispositivos da Política Nacional de Humanização da Gestão e Atenção em Saúde.
Na quarta-feira estarão realizando roda de debate com o Secretário Municipal de Saúde de Ijuí, Sr. Claudiomiro Pezzeta. No turno da tarde, será realizado visita ao Centro de Atenção Psicossocial I de Ijuí e a noite discussão a organização da atenção a saúde mental e políticas públicas; no dia 15 de janeiro/06, ocorrerá ação de divulgação dos direitos dos usuários na Praça da República de Ijuí e a tarde, visita ao Hospital de Caridade de Ijuí (a confirmar) e no dia 16 de janeiro de 2009, visita a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis – ACATA.
Esta Vivëncia encerra-se no domingo, dia 18 de janeiro de 2009, quando os participantes firmam compromissos de intervenção na realidade sanitária e social e de fortalecimento do movimento estudantil na saúde, sob a premissa de que a construção do SUS passa pelas mãos de todos e de como se pode operar a produção de vida em uma dimensão ético-político-social.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Contra ou a favor de fumar maconha?

Contra. Se você fuma na escola, um professor doidão pode vir te pedir um pega. Se fuma na sala de casa, um cunhado vem pedir um pega e mais uma “carinha”, já que ele está sempre “sem”. Durante a larica se desperdiça comida e doces saborosos engolindo coisas como berinjela com sucrilhos ou pizza de calabresa com leite condensado. Sou contra fumar, mas tráfico não pode ser crime. Tem que virar um negócio, senão os que são tirados do tráfico pela repressão policial, podem acabar roubando a assaltando. Mas sou a favor do uso medicinal da erva, como já andam discutindo na Inglaterra e nos Estados Unidos. Imagine a bula. Indicações: combate a superatividade no trabalho, o excesso de memória, o riso com sentido, além de fazer desaparecer a cor opaca de seus olhos. Contra-indicações: não fumar em lugares públicos (o motivo foi explicado acima). Modo de usar: consumir ao menos três vezes por semana (senão não tem graça) de preferência acompanhado de bebidas alcoólicas e música de Jefferson Airplane ou Bob Marley. Desaparecendo os sintomas, procure um médico (você é um dos raros caras pra quem a maconha não faz efeito e isso é preocupante) ou fume outro baseado pros sintomas voltarem rapidinho. E a conclusão? Melhor continuar queimando até a última ponta e ... pára de fica discutindo o assunto e passa o bagulho adiante que já ta queimando no seu dedo, mane.

- Gilmar Rodrigues – O PASQUIM 21, nº 37 – 29/10/2002.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

GAZA

By José Saramago

A sigla ONU, toda a gente o sabe, significa Organização das Nações Unidas, isto é, à luz da realidade, nada ou muito pouco. Que o digam os palestinos de Gaza a quem se lhes estão esgotando os alimentos, ou que se esgotaram já, porque assim o impôs o bloqueio israelita, decidido, pelos vistos, a condenar à fome as 750 mil pessoas ali registadas como refugiados. Nem pão têm já, a farinha acabou, e o azeite, as lentilhas e o açúcar vão pelo mesmo caminho. Desde o dia 9 de Dezembro os camiões da agência das Nações Unidas, carregados de alimentos, aguardam que o exército israelita lhes permita a entrada na faixa de Gaza, uma autorização uma vez mais negada ou que será retardada até ao último desespero e à última exasperação dos palestinos famintos. Nações Unidas? Unidas? Contando com a cumplicidade ou a cobardia internacional, Israel ri-se de recomendações, decisões e protestos, faz o que entende, quando o entende e como o entende. Vai ao ponto de impedir a entrada de livros e instrumentos musicais como se se tratasse de produtos que iriam pôr em risco a segurança de Israel. Se o ridículo matasse não restaria de pé um único político ou um único soldado israelita, esses especialistas em crueldade, esses doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação. Compreendemos melhor o deus bíblico quando conhecemos os seus seguidores. Jeová, ou Javé, ou como se lhe chame, é um deus rancoroso e feroz que os israelitas mantêm permanentemente actualizado.

O Carderno de Saramago:
http://caderno.josesaramago.org/2008/12/22/gaza/

Pesquise sobre Sionismo:
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=808

Gaza: A paz não passa pelo massacre

O exército de Israel é suficientemente poderoso para destruir todo o Oriente Médio (e, de fato, também para destruir parte importante do ocidente). O único problema é que, até hoje, jamais conseguiu mandar, sequer, no território em que lhe caberia mandar. O mais poderoso exército do mundo está detido, ainda, pela resistência palestina. Como entender essa contradição?
Bem, para começar, Israel jamais trabalhou para construir qualquer paz com os palestinos; jamais usou outro meio que não fossem os meios do extermínio, da limpeza étnica, do holocausto, para matar as populações nativas e residentes históricas na Palestina, desde a fundação do Estado de Israel, em maio de 1948.
Israel expulsou 750 mil palestinos, converteu-os em refugiados e, em seguida, passou a impedir sistematicamente o retorno deles e de seus filhos (hoje, também, já, dos netos deles), apesar das Resoluções da ONU, ao mesmo tempo em que continuou a destruir cidades e vilas, ou - o que é o mesmo - passou a construir colônias de ocupação sobre as ruínas das cidades e vilas palestinas.
Desde 1967, Israel fez tudo que algum Estado poderia fazer para tornar impossível qualquer solução política: colonizou por vias ilegais territórios ocupados por via ilegal e recusou-se a acatar os limites de antes das invasões de 1967; construiu um muro de apartheid; e tornou a vida impossível para a maioria dos palestinos. Nada, aí, faz pensar em esforço de paz. Antes, é operação continuada e sistemática para a limpeza étnica dos territórios palestinos ocupados ilegalmente.
Assim sendo, se a paz implicar - como implica necessariamente - o fim do mini-império construído por Israel, Israel continuará a fazer o que estiver ao seu alcance para que não haja paz, mesmo que a paz lhe seja oferecida numa bandeja, como a Iniciativa de Paz dos sauditas, recentemente, por exemplo. Outra vez, não se entende: se os israelenses só tinham a esperar esse tipo de oferta, se desejassem alguma paz, porque a rejeitaram, praticamente sem nem a considerar?
Faz tanto tempo que Israel rejeita toda e qualquer possibilidade de paz, que a maioria dos israelenses já nem são capazes de ver que rejeitar a paz converteu-se, para Israel, numa espécie de segunda natureza.
Mas o motivo mais aterrorizante pelo qual nenhuma iniciativa de paz jamais teve qualquer chance de prosperar tem a ver, de fato, conosco, com o ocidente.
Israel continua a ser apoiada pelas democracias ocidentais como uma espécie de força delegada, como batalhão ocidental avançado, implantado na entrada do mundo árabe, mais indispensável, tanto quanto mais dependente do ocidente, que regimes-clientes, como os sauditas e como o Iraque de Saddam até 1990.
Como uma espécie de 'encarnação' da tese do "choque de civilizações" de Huntington, Israel é, como sempre foi, mais exposta ou mais veladamente, um bastião do mundo judeu-cristão, contra os árabes e o Islam.
Isso já era verdade há décadas, mas jamais foi mais verdade do que na última década, quando a Ordem do Novo Mundo entrou em crise terminal, e começou-se a ouvir falar da "Doutrina do Choque", de "Choque e Horror", de várias 'operações' tempestade contra os desertos da Ásia e sempre contra os islâmicos.
Israel, não o Iran, possui armas nucleares e é capaz de usá-las - e várias vezes já ameaçou usá-las. Mas fala-se como se o perigo viesse do Iran, não de Israel. Os que propõem a destruição do Iran são os mesmos mercadores de tragédias que impingiram aos EUA e à Inglaterra o custo altíssimo da guerra do Iraque.
Quem escreve é Haim Bresheeth, professor titular de Estudos sobre Mídia na Universidade de East London,
"Estão bombardeando 1,5 milhão de pessoas enjauladas"
Bombardearam o mercado central de frutas de Gaza ... ao mesmo tempo, bombardearam um prédio de apartamentos ... é tipo o inferno aqui agora ... já são mais de 500 mortos e 2500 feridos, dos quais 50% são crianças ... há feridas que você não gostaria de ver ... crianças chegando com o abdômen aberto ...
Entre as centenas que vimos entrando no hospital, um era militar do Hamas .. qualquer um que queira apresentar isso como uma guerra contra outro exército está mentindo ... é uma guerra total contra a população civil ... eles estão bombardeando 1 milhão e meio de pessoas que estão enjauladas.
Depoimento.